quinta-feira, 31 de março de 2011

hebergement à Paris (Cité Universitaire)

A Maison de Portugal tem, na verdade, outro nome - facto este que me dificultou MUITO a procura de informação no site da Cité, então sob pressão e em contra-relógio. O nome é Residência André Gouveia, mais conhecida por R.A.G . Tem residentes de várias nacionalidades, embora na maioria sejam portugueses. Ao lado está a Maison du Brèsil, da Inde e da Norvège. A RAG existe desde 1967, e foi um projecto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian (com o então presidente José Azeredo Perdigão), e foi alvo de uma remodelação em 2003.

  • Na recepção podemos ser atendidos em português pela dona Rosa, e em francês (para praticar!) peloo Pierre ou a Jacqueline.

  • A Cité tem cerca de 57 maisons de países diferentes. Cada maison tem uma particularidade quer nos serviços que oferece, quer na sua arquitectura - em muitas se recriam traços identitários do país a que pertencem. No caso de Portugal o edifício transpira Gulbenkian e mais parece um mélange entre um centro de arte moderna com a discoteca Lux (o que é podia ser mais português do que isto?). A Maison du Japon tem um jardim harmonioso e sereno, com uma cerejeira à entrada. No Colegio de España existe um restaurante que funciona nos week-ends. A Maison da Norvège tem varandinhas nos quartos, mas as WC's são partilhadas por andar! A Maison du Cambodja tem estúdios de ensaio de música gratuitos para os residentes. A Maison du Maroc tem uma entrada muito mourisca, com os dosséis, colunas e ornamentos árabes. Na RAG está lá a Calçada à Portuguesa (!) para nos fazer recordar a nossa portugalidade!

  • Existe, na RAG, um espaço comum (foyer) com sofás e um piano, sala de estudo, lavandaria, sala de espectáculos (com um piano, outro), e há duas cozinhas por andar.

  • O elevador está avariado há duas semanas.

  • A maioria das pessoas que cá vivem são erasmus, estagiários, doutorandos, bolseiros ou artistas. O centro nevrálgico de sociabilidade é, sem dúvida, a Cozinha. Primeiro, o cheiro que de lá vem (e devo dizer que a circulação/renovação de ar não é das mais recomendáveis) denuncia, geralmente, um pouco de onde vem a pessoa. Já me cheirou a caril-cardamomo-cominhos: estava lá um indiano. Ou então uma fritura de legumes, era uma chinesa. Às vezes não cheira, mas ouve-se: azáfama, conversas, amena cavaqueira onde as pessoas se reúnem ao final do dia.

  • Há imensas coisas para fazer nos tempos livres...Campos de futebol, ginásio, aulas de dança, musculação, uma orquestra, estúdios de ensaio para músicos (gratuitos), coro. O Jogging é a actividade mais disseminada pelos résidents, sendo não raro mais que normal ver em QUALQUER hora do dia pessoas munidas de iPod, pedómetros, companhia, sem companhia, devidamente equipados, a correr pela Cité (com um perímetro de 8 km e muito verde). C'est pas ma tasse de thé, mas confesso que até me dá vontade de embarcar neste périplo de hábitos saúdaveis, tal é a contaminação positiva :)

  • Cheguei há duas semanas apenas, mas já houve tempo para tratar dos assuntos mais urgentes e inteirar-me dos modus vivendi daqui. Uma série de documentação para completar o nosso "dossier de résident" (a burocracia é transversal a actos vários aqui em França, mas sobretudo no que concerne à procura de casa) foi a primeira coisa a fazer. Conseguir aqui uma vaga, tendo contactado a RAG apenas 3 dias antes da minha chegada foi uma grande sorte! Com o começo do mês de Abril começaram os check-outs e novos check-ins: estamos na transição do semestre universitário.

quarta-feira, 30 de março de 2011

velinha

Acendi uma velinha virtual para que saibas rapidamente, Meknesa M., novidades sobre o teu novo destino :)

ironia do destino

Afinal em Marrocos é que vivia à grande e à francesa.

domingo, 27 de março de 2011

14e arrondissement

Desperta pela (renovada) curiosidade de quem descobre a sensação de "casa" numa nova cidade (outra vez), revi o incontornável Paris Je t'aime, cuja inúmeras curtas são dedicadas a cada um dos arrondissements da cidade. Redescobri o trecho do 14e arrondissement, aquele onde agora vivo. E na cena final, a personagem está sentada no Parc Montsouris, mesmo à frente da cité universitaire, onde há dias também me sentei (e onde ainda me espero regozijar tanto quanto o tempo me permitir) no final de um dia de trabalho.




et ça c'était le moment que j'ai commence a aimé Paris, et le moment que j'ai senti que Paris m'aime aussi.












sexta-feira, 25 de março de 2011

atenção às semelhanças


o bom de cirandar pelo mundo fora é encontrar as semelhanças que existem entre culturas tão diferentes entre si.

em marrocos não podia beber cerveja na rua. em paris, está visto que também não: não por imperativos de natureza cultural ou religiosa, mas pelo assalto que esse acto representa para a minha carteirinha.
(numa esplanada na Champs Elysées este néctar d'oiro custa 6,5 o copo. uma vez já é suffisante, non?)

quarta-feira, 23 de março de 2011

arrivée

Abraçar o novo destino ou chorar?



En panne significa literalmente empanado. Ça veut dire que não funciona.
Primeiro problema:
ascenseur en panne + 28 quilogramas de esperança e bagagens + quarto no 3º piso

quarta-feira, 16 de março de 2011

Próximo destino: Bogotá, Colômbia


Ainda sei pouco sobre o meu novo destino..e confesso que, após o grande choque inicial, estou entusiasmada!

Vamos lá ver comme sa marche! [e agora na versão espanhola!]
 
 
Parece-me bem, ainda que sem a minha Meknèsa V!
WWAHM!*
Il faut que nous profitions et que nous retournions! :)


Claro que vamos manter o blog, afinal, uma vez que as babs continuam/permanecem no nosso quotidiano e imaginário.. e uma vez meknèsas, toujours meknèsas!.. [podia ser mais lamechas?]

Paris?

Trocaram-nos as voltas. Trocaram-nos as voltas. Depois de duas semanas em Portugal recebi o tão aguardado telefonema: o meu estágio continuará em Paris. PARIS!


Mais uma vez reitero a inesgotável capacidade que este programa Inov tem para me surpreender. É uma surpresa boa? É. Espero. A saga do francês continuará, agravado pelo facto de estar em França, onde se fala "o" francês - até precisa de artigo definido.
Irei para uma cidade com um custo de vida muito elevado, o que contrasta de forma imediata com as nossas rotinas diárias em Marrocos. Uma cidade grande, com uma rede de metro emaranhada, entrelaçada e enorme. Cidade das luzes, do amor, dos postais, da arte, da efervescência das ideias políticas, da Edith Piaf, dos filmes, dos cabarets.

O que é que é inédito aqui?

Irei sem a Meknèsa M. Ela irá para uma outra paragem :)


Mas continuaremos a relatar as nossas aventuras, agora por outras paragens! Vamos a isso?