quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

60 minutes

há duas coisas essenciais que me fazem ter um especial gosto nesta experiência inov. A primeira, o facto de estar a viver num país diferente, distinguindo esta experiência de todas as outras experiências turísticas, de viajante - onde muitas vezes a ilusão de que ficamos a "conhecer" um lugar fica circunscrito aos conselhos dados pela recepção do hotel, aos restaurantes e tours recomendados pelos guias turísticos, e pelas fotografias-postais que tiramos a toda a hora no espaço de duas semanas. Viver num país diferente implica entrar numa nova dinâmica de rotinas e costumes. De lidar com modos de fazer as coisas culturalmente diferentes, com assuntos chatos, burocracia, lidar com o trânsito, assinatura de contratos de internet. E também coisas mais giras: conhecer as livrarias e os escritores locais, começar a apreender os sítios mais e menos cool para rendez vous (lol), o restaurante que tem o melhor mais barato prato que mais se come aqui, ver o novo "lugar" a mudar com as estações do ano.
A segunda, é que esta é uma experiência de cariz profissional. Há uma espécie de prelúdio que divide os inovs que fizeram e não fizeram erasmus, sendo que os primeiros já tiveram a sua dose de "estrangeirada" por seis ou mais meses. Trabalhar é diferente. Para além do tempo parecer passar muito rápido, compreender e lidar com o modo de trabalhar dos outros contribui muito para pensarmos sobre como funciona o nosso próprio modo de trabalhar.

Isto tudo, e claro, indo de encontro ao que o título sugere, para dizer que hoje, por motivos profissionais, ficámos à espera sessenta minutos para um meeting numa entidade pública em M. Tempo para os americanos fazerem um programa sobre assuntos diversos. E nós para continuarmos a melindrar os nossos novos colegas com mil perguntas sobre tudo e sobre nada.

À bientôt.

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