segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

regresso.

Na falta de palavras próprias, deixo-vos com as de autoria do Chico Buarque. Em breve um post próprio. Por ora, o lirismo de um sambinha.

Tem dias que a gente se sente
como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente,
ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz activa,
no nosso destino mandar
Mais eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá...

Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração.

A gente vai contra a corrente até não poder resistir
Na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva e carrega a roseira pra lá...

Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante as voltas do meu coração.

A roda da saia mulata
Não quer rodar mais não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma iniciativa, viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva e carrega a viola pra lá...

(...)

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pró tempo parar
Mas eis que chega a roda viva e carrega a saudade p'ra lá...

Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante as voltas do meu coração.

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