sexta-feira, 22 de abril de 2011

1 mês em Paris em factos



  • Paris despesista: O valor mínimo de levantamento num distribuiteur ATM é de 20 €. Uma cerveja num bar custa entre 4a 6 euros (25 cl). Uma sessão de cinema pode chegar aos 10.90€. No que toca a compra de bens essenciais-à-sobrevivência-onde-se-inclui-a-comida-processada-e-batatas-fritas a minha percepção é a de que a disparidade de preços nas diferentes cadeias de supermarchés obriga-nos a ser um consumidor atento, se queremos preservar a saúde da nossa carteira. Muito me espantou encontrar no Lidl mozzarella fresca a 0,40 cêntimos, e noutras cadeias como Franprix, Monoprix ou Carrefour não haver mozzarella a menos de 1.30€. Há uma etiqueta Leader Price para os preços mais baixos na loja, pelintra-friendly. Há, também, os mercados de rua onde o truque está em ir quase na altura do fecho, quando os vendedores estão a tentar despachar os excedentes não vendidos. E com sorte ainda se petiscam saborosíssimas clementinas, fromages, azeitonas, melancias e mel.

  • Paris multicultural: em qualquer quartier é absolutamente banal encontrar um restaurante marroquino, libanês, grego, coreano, nepalês, chinês, japonês, tailandês. O desafio é mesmo encontrar algum restaurante de cozinha tradicional francesa, eu diria. Un boeuf bourgignon, c'est possible?

  • Paris fiscalis: O IVA é taxado em 3 escalões: 19,6%, 5,5% e 2,1%.

  • Paris pró-juventude: menores de 26 anos e residentes na UE não pagam entrada nos monumentos e museus públicos. Which means a entrada para o Chatêau de Versailles, Arc du Triomph, os emblemáticos Louvre, Orsay ou Pompidou são free entrance pour les jeunes. Para os não-jovens-de-idade há o dia gratuito que, salvo erro, é ao primeiro domingo de cada mês.

  • Paris aos milhões: é, por excelência, o maior destino receptor de turismo do mundo. Com os monumentos mais fotografados do mundo. Com o maior índice de pedidos de casamento contraídos por m2 do mundo. Com o maior número de french kisses dados por hora. É a cidade do iluminismo, onde à luz da razão se vivem grandes amores e vidas boémias. Pelo menos reza assim o cliché. Mas não, Paris é uma cidade vivida pelos turistas, lamentada pelos que nela vivem. Os habitantes de Paris...porque têm de aturar turistas. O parisiense desenvolve uma espécie de despegamento-indiferença à cidade mais visitada do mundo, e nela deambula pelos túneis nauseabundos e quentes do metro. Conseguir viver em Paris é, já de si, um luxo. Muitos são os que vivem na banlieu (periferia) onde os preços são mais comportáveis e onde se espera uma qualidade de vida maior com o afastamento da azáfama da grande urbe. Não obstante isso, os movimentos pendulares constituem o ganha pão da maior parte destas pessoas (a área metropolitana de Paris tem cerca de 10 milhões de pessoas, e Paris 2 milhões), pelo que muito do tempo livre é esvaído em transportes.

  • Petit chiens - A coqueluque do 16éme arrondissement, o quartier onde estou a trabalhar. Bairro residencial (eu diria de elite?) e onde se concentram as representações diplomáticas de mais de 90 países, aqui há 2 elementos imperadores: automóveis de alta gama (onde os seus condutores gostam de protagonizar momentos Fast and Furious, enebriados pela capacidade da máquina, relevando total desrespeito pelos limites de velocidade de uma zona residencial (30km/h) onde proliferam escolas e creches e passadeiras ignoradas (afinal aqui também há marroquinos?); e as coqueluches do 16eme: cães, cães, cães! Pequeninos, cheios de pedigree e geralmente passeados com orgulho pelos seus donos. Os franceses adoram cães, o que me lembra a sensação que tive em Itália onde a entrada dos nossos "amigos" não é interdita em lojas, restaurantes, aeroportos, etc. Maior tolerância aos "quatro patinhas" que aos fumadores.

  • 1 kg de Macarons custa 55 euros.

  • Não se fala inglês.

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