quarta-feira, 6 de abril de 2011

Paris não é um postal


  • No metro podemos sentir cheiros nauseabundos

  • Os ratos proliferam nas linhas do metro. Parece que há espécies endémicas de ratos em Paris.

  • Classe e miséria andam lado a lado. Os sem-abrigo e pedintes estendem a e procuram um canto para dormir em qualquer lado. Todas as pessoas são indiferentes.

  • A hora de ponta do metro pode ser um verdade suplício. Calor, pessoas com as bochechas esmagadas contra as portas envidraçadas, carteiristas, falta de ar são alguns dos beliscões que nos podem fazer sentir vivos em Paris.

  • Hoje andei 200 metros nos Champs Elysées, depois de almoçar no Mac Donald's sentada num banco (a ver a vida e centenas de pessoas a passar), sem encontrar qualquer caixote de lixo. A verdade é que nunca me tinha apercebido do quão poucos existem. Finalmente quando cheguei ao metro encontrei todos os caixotes de lixos atafulhados. Ao tentar fazer uma manobra malabarista de equilibrar o meu saco de lixo no restante conteúdo caiu tudo ao chão, e foi pior a emenda que o soneto. Restou-me a indiferença das pessoas que passavam, o ver que todos os caixotes de lixo estavam na mesma figura, encolher os ombros e continuar.

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