quarta-feira, 18 de maio de 2011

reste à paris





















Uma boa parte da vida pública dos transeuntes em Paris é passada em posição horizontal. A fronteira entre o espaço público e privado no que toca a dormir uma boa soneca é uma linha ténue e indefinida, sobretudo quando se camina a passos largos para a estação estival. Assim, o acto de dormir na rua foge à circunscrição infeliz da mendicidade, e é um acto democrático, legítimo e despido de pudor: a relva está lá para todos e em Paris é mais que muita. Se não vejam:












Bom descanso.









1 comentário:

  1. Sim!

    Foi uma das coisas às quais mais achei piada em Paris! Quer dizer, passa-me por toda a Europa à excepção de portugal, mas em Paris chega a ser gritante.

    No entanto, não deixa de ser curioso pensar nisso.. pq eke o Português não usufrui do espaço público? Por todo o Continente Europeu, mal aparece um raio de Sol (em Bucareste nem eh preciso tanto, até em pleno Inverno, com neve até ao pescoço se vê disto) corre tudo pros jardins - não há um banco livre, uma pedaço de relva desocupado, é engraçadíssimo!

    Só na Tuga eke primeiro que se veja alguém < 65 sentado num banco de jardim é um vê-se-te-avias LOL

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