Acabei de ler aqui um artigo sobre uma jornalista brasileira que idealizou o projecto Cidade para as Pessoas, que consiste em percorrer 12 cidades pelo mundo inteiro, ficando um mês em cada uma delas. O objectivo é compreender as dinâmicas de apropriação e uso do espaço público, e a lógica de circulação no espaço. Arranjou dinheiro através de um site (http://www.catarse.me/) onde, apesar de não saber exactamente como funciona, a ideia é ser um site que permite que alguém exponha a sua ideia, podendo angariar apoiantes que a financiem.
Gosto disto! Paris será uma cidades contempladas, gosto disto! Em termos de planeamnto urbano e soluções inovadoras, Paris dá boas cartadas! O projecto pode ser acompanhado aqui.
"Cada cidade tem uma história para contar", diz a jornalista. :) É isso. As cidades são arquivos vivos que discursam a sua história. São o legado do passado. A traça urbana susurra aos nossos ouvidos estórias do que já foi e do que permanente se renova.
Era suposto serem 2 portuguesas & 1 aventura de 6 meses em Meknès.Com Babs por encerrar, escutar atrás, encostar ou abrir. O que signifca Bab? Em árabe significa Porta. Para nós,Bab pode significar muito mais: anseios, borboletas na barriga,noites mal dormidas, gargalhadas, lágrimas,sorrisos, barreiras linguísticas e comidas extra condimentadas. Trocaram-nos as voltas. As Babs continuam parte integrante do nosso quotidiano e imaginário, mas agora são colombianas & francesas!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Linha 6
Linha 6: Étoile
Entre Bir Hakeim - Passy, favor olhar para a esquerda ou direita, em função do lugar que tomou ser de costas ou de frente para o sentido que o metro tem, e ver a Torre Eiffel. Lá ao fundo, o Sacré Coeur. Vê se também o Palais de Chaillot (Trocadèro) e pode imaginar-se os Champs de Mars (a fechar o Verão, como as "Águas").
Hoje entrou, de rompante, na carruagem do metro, uma senhora que nos lançou a sua voz quente e nos embalou a viagem na linha 6, por entre os perigosos solavancos de um metro que corre veloz para a estação seguinte. Desliguei o meu iPod para ouvir melhor. Que voz deliciosa. Olhei para trás (de onde vinha a voz), e sorri. Ela sorriu-me de volta. No final passou por todos os passageiros e deu um bejinho na testa de cada um. OK, mentira. Passou para recolher a retribuição monetária voluntária de cada um. A voz da senhora tocou-me o coração e a carteira, concluí, tirando uns trocos para lhe dar. Cantou Tracy Chapman, e depois partiu.
A seguir entrou um senhor (rara ocasião haver tanto artista na carruagem do metro, àquela hora!) com guitarra e voz sonora, talvez demasiado sonora. Pobre infeliz, o de ter aparecido depois d'A VOZ. Satisfeitos por ter ouvido uma voz magnânime, soberba, divina, ouvir a seguir só uma voz normal pareceu quase insuportável. Aumentei o volume do iPod e, quando o cantadeiro passou pelos passageiros para lhes dar beijinhos na testa, vulgo recolher as contribuições monetárias voluntárias, ninguém lhe deu uma moedinha. Há horas infelizes, deve ter pensado.
Eu não me esquecerei da senhora Tracy Chapman.
Entre Bir Hakeim - Passy, favor olhar para a esquerda ou direita, em função do lugar que tomou ser de costas ou de frente para o sentido que o metro tem, e ver a Torre Eiffel. Lá ao fundo, o Sacré Coeur. Vê se também o Palais de Chaillot (Trocadèro) e pode imaginar-se os Champs de Mars (a fechar o Verão, como as "Águas").
Hoje entrou, de rompante, na carruagem do metro, uma senhora que nos lançou a sua voz quente e nos embalou a viagem na linha 6, por entre os perigosos solavancos de um metro que corre veloz para a estação seguinte. Desliguei o meu iPod para ouvir melhor. Que voz deliciosa. Olhei para trás (de onde vinha a voz), e sorri. Ela sorriu-me de volta. No final passou por todos os passageiros e deu um bejinho na testa de cada um. OK, mentira. Passou para recolher a retribuição monetária voluntária de cada um. A voz da senhora tocou-me o coração e a carteira, concluí, tirando uns trocos para lhe dar. Cantou Tracy Chapman, e depois partiu.
A seguir entrou um senhor (rara ocasião haver tanto artista na carruagem do metro, àquela hora!) com guitarra e voz sonora, talvez demasiado sonora. Pobre infeliz, o de ter aparecido depois d'A VOZ. Satisfeitos por ter ouvido uma voz magnânime, soberba, divina, ouvir a seguir só uma voz normal pareceu quase insuportável. Aumentei o volume do iPod e, quando o cantadeiro passou pelos passageiros para lhes dar beijinhos na testa, vulgo recolher as contribuições monetárias voluntárias, ninguém lhe deu uma moedinha. Há horas infelizes, deve ter pensado.
Eu não me esquecerei da senhora Tracy Chapman.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Paris cinza
Grand Palais
Grand Palais, Exposição Arquitectura Monumenta 2011 (Anish Kapoor)

Noiva, Ponte Alexandre III
Rue Montgallet, vista da Promenade Plantée
sábado, 18 de junho de 2011
Em resposta aos jardins existentes em Paris..
Aqui vão os de Bogotá..
Principalmente cheios à hora de almoço [muitos colombianos não almoçam e aproveitam para descansar e outros gostam de comer em conjunto, tipo piquenique] e ao fim-de-semana tanto com piqueniqueiros como praticantes de qualquer desporto-que-possa-ser-feito-num-jardim [exemplo: capoeira, futebol, jogging, bicicleta, yoga...]

Principalmente cheios à hora de almoço [muitos colombianos não almoçam e aproveitam para descansar e outros gostam de comer em conjunto, tipo piquenique] e ao fim-de-semana tanto com piqueniqueiros como praticantes de qualquer desporto-que-possa-ser-feito-num-jardim [exemplo: capoeira, futebol, jogging, bicicleta, yoga...]
Numa cidade tão grande e tão cheia de trânsito, sabe tão bem descobri-los em cada esquina :)
quinta-feira, 16 de junho de 2011
smartfranceses
Em Meknès, pedir indicações na rua era um passatempo engraçado. Abordando um marroquino e perguntando-lhe onde ficava um determinado sítio, logo percebemos, pela repetição da técnica, que seria um ritual que muitas vezes não nos levaria a lado nenhum, não obstante nenhum deles nos dizer "Não Sei". Estas duas palavras juntas numa frase não eram uma opção válida de resposta, ainda que fosse a mais semelhante com a realidade.
Onde é sítio X, por favor?
Esta pergunta podia-nos fazer dar voltas e voltas atrás do marroquino, sendo que com essa pergunta passávamos a bola para o campo do adversário. Agora ele tinha de se desenvencilhar para dar uma resposta, ainda que tudo pudesse culminar numa não-resposta, o marroquino não se deixaria levar facilmente. Ora este é um sinal inequívoco da boa-vontade das gentes de Marrocos, mas às vezes era uma verdadeira maçada. Como daquela vez, Marta, em que tentámos chegar à Cruz Vermelha de Meknès, e passado muito tempo em que ao olhar para a cara do senhor facilmente imaginaríamos um ponto de interrogação imaginário em cima da cabeça, ao estilo BD, ele nos disse: só pode ser em frente, é, sigam em frente. E fomos dar a um bar chamado Château Rouge, e, de facto, o Rouge estava lá, no nome, só faltavam os médicos em vez de bar tenders.
Em Paris o campeonato é outro. Há um traço comum: tal como o marroquino, o parisiense jamais dirá que não sabe. Fará o ar de indagação normal de quem procura a resposta alguras na gaveta empoeirada de uma memória perdida, e depois, e aqui reside a vantagem em relação ao marroquino, socorre-se de um gadget amplamente difundido pela população parisiense, da qual ela parece depender cada vez mais: o smartphone - blackberry ou iPhone.
Ora experimentem chegar a Paris e perguntar na rua onde fica a Rue Faubourg Saint-Antoine. A menos que tenham a sorte de encontrar o Bruno de Antuérpia, colega da residência que desenvolveu um sólido conhecimento da cartografia e toponímia da cidade de Paris, sem igual entre nós, residentes temporários por cá, verão por certo um parisiense a consultar o google maps com a maior prontidão. E geralmente não falha, o que dá imenso jeito: o Bruno já voltou para a Antuérpia.
Onde é sítio X, por favor?
Esta pergunta podia-nos fazer dar voltas e voltas atrás do marroquino, sendo que com essa pergunta passávamos a bola para o campo do adversário. Agora ele tinha de se desenvencilhar para dar uma resposta, ainda que tudo pudesse culminar numa não-resposta, o marroquino não se deixaria levar facilmente. Ora este é um sinal inequívoco da boa-vontade das gentes de Marrocos, mas às vezes era uma verdadeira maçada. Como daquela vez, Marta, em que tentámos chegar à Cruz Vermelha de Meknès, e passado muito tempo em que ao olhar para a cara do senhor facilmente imaginaríamos um ponto de interrogação imaginário em cima da cabeça, ao estilo BD, ele nos disse: só pode ser em frente, é, sigam em frente. E fomos dar a um bar chamado Château Rouge, e, de facto, o Rouge estava lá, no nome, só faltavam os médicos em vez de bar tenders.
Em Paris o campeonato é outro. Há um traço comum: tal como o marroquino, o parisiense jamais dirá que não sabe. Fará o ar de indagação normal de quem procura a resposta alguras na gaveta empoeirada de uma memória perdida, e depois, e aqui reside a vantagem em relação ao marroquino, socorre-se de um gadget amplamente difundido pela população parisiense, da qual ela parece depender cada vez mais: o smartphone - blackberry ou iPhone.
Ora experimentem chegar a Paris e perguntar na rua onde fica a Rue Faubourg Saint-Antoine. A menos que tenham a sorte de encontrar o Bruno de Antuérpia, colega da residência que desenvolveu um sólido conhecimento da cartografia e toponímia da cidade de Paris, sem igual entre nós, residentes temporários por cá, verão por certo um parisiense a consultar o google maps com a maior prontidão. E geralmente não falha, o que dá imenso jeito: o Bruno já voltou para a Antuérpia.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Como diz que disse?
Ontem fui ao Starbucks do Louvre. O Louvre é um dos maiores museus do mundo e, por conseguinte, recebe milhares de turistas de todo o mundo. O Louvre tem, até, dois starbucks. Estava na fila e, naturalmente, não raro era ouvir japonês, indiano ou o vrai sotaque americano. Chegou a vez de pedir da americana que estava à minha frente:
- One chocolate frappuccino, please!
- Pardon?
- Chocolate frappuccino!
- ???
-Ahm....frappuccino chocolate?
- Je compprend pas!
- Monsieur... (disse eu, enfim) c'est un frrrrrappuccinô de chocolá!
-AH!
CARAMBA!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Passo todos os dias, pelo menos, por 2 prédios em construção, e estou desiludida por nunca ter ouvido um piropo.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Subscrever:
Comentários (Atom)
